Pessoas que choram sangue (Hemolacria)

Hemolacria chorar sangue

Hemolacria é uma condição ou ato de chorar sangue que é um sintoma que pode ocorrer por variadas doenças do aparelho lacrimal. Pode ser também um indício de um tumor no aparelho lacrimal. Muitas vezes, é provocado por fatores locais, como conjuntivite bacteriana, danos ambientais ou lesões.

A hemoláquia aguda pode ocorrer em mulheres férteis e parece ser induzida por hormônios, da mesma forma que acontece na endometriose. Todavia, existem casos que a medicina ainda não consegue explicar.

As concentrações sanguíneas podem ser tão baixas que elas só podem ser detectadas com testes de laboratório. Nos casos mais remotos, o paciente parece sangrar muito pelos olhos.

Ela pode aparecer naturalmente como um sintoma de uma doença, embora também possa se desenvolver espontaneamente em algumas situações, geralmente em mulheres em idade fértil. Lesões, infecções e inflamações também podem ser causadoras da condição, além da falta de coagulação do sangue.

Porém, existem outros casos em que nada foi constatado de errado com os pacientes, gerando então um grande mistérios e fonte de especulações sobre esse fenômeno.

Casos reais de Hemolacria

Em 2009, Calvino Inman, do estado americano de Tennessee manifestou o choro de sangue sem nenhum motivo aparente. Os médicos ainda não conseguiram compreender o por quê ele chora tanto sangue. O garoto fez parte do documentário The Boy with Bloody Tears.

O caso da piauiense Débora, de 17 anos, também é um grande mistério, pois ela lacrimeja sangue mesmo quando não está chorando.

Um dos casos mais antigos de hemolacria foi registrado pelo médico italiano Antonio Brassavola, do século 16, em que uma freira chorou lágrimas de sangue quando estava menstruada.

Em 1581, um médico belga fez registros de uma garota de 16 anos de idade, relatando que a adolescente descarregava sangue como gotas de lágrimas, ao invés de liberá-las pelo útero.  A princípio, pode parecer estranho, mas a ciência moderna apoia essa ideia.

Twinkle Dwivedi da Índia, apresentou essa estranha condição  que pareceu fazer com que ela sangrasse naturalmente pelos olhos e outras partes do corpo sem apresentar feridas visíveis. Ela foi o tema de numerosos estudos de pesquisa médica, mas também sem nenhum diagnóstico conclusivo.

Rashida Khatoon, da Índia estaria supostamente chorando sangue até cinco vezes ao dia e desmaiando com cada lágrima.

Yaritza Oliva, do Chile teria chorado lágrimas de sangue várias vezes ao dia em 2013.

Linnie Ikeda, de Waikele, Hawai’i na ilha de ‘O’ahu foi diagnosticada depois de 2008 com a síndrome de Gardner-Diamond por hematomas aleatórios, mas em 2010 apresentou sintomas de separação da língua que sangraria excessivamente, mas em 2011, Ikeda começou a sangrar pelos olhos.

Marnie-Rae Harvey, do Reino Unido teria iniciado essa doença rara, com apenas o tossimento de sangue, mas em 2015 com as lágrimas.

Pesquisa

Uma pesquisa realizada em 1991, com 125 pessoas saudáveis, acredita que a menstruação contribui para hemolacria oculta, que causa vestígios de sangue em lágrimas, porém, quase que não perceptíveis pelas pessoas. Tanto que cerca de 18% das mulheres que participaram da pesquisa em idade fértil tinham sangue em suas lágrimas.

O estudo mostrou ainda que somente 7% das mulheres grávidas e 8% dos homens estudados apresentam a hemolacria oculta, enquanto mulheres na pós-menopausa não manifestaram sinais de lágrimas de sangue.

Com isso, os cientistas concluíram que a condição em sua forma oculta parece ser induzida por hormônios, enquanto a hemolacria mais visível na maioria das vezes é provocada por fatores locais como citado anteriormente.

Da mesma forma que as lágrimas de sangue se iniciam, elas também terminam, onde a faixa etária mais atingida é a de pacientes relativamente jovens, segundo James Fleming, um oftalmologista do Instituto Hamilton de Oftalmologia, que realizou a pesquisa com pacientes com hemolacria em 2004.

De acordo com o pesquisador, quando elas crescem, o sangramento vai reduzindo gradativamente até parar definitivamente. O próprio Michael Spann viu a frequência das lágrimas de sangue minimizar no decorrer dos anos — ele tem a condição há cerca de sete anos. O que antes era uma ocorrência diária agora acontece uma vez por semana.

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