Você sabia que na Índia os transexuais são sagrados?

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Você sabia que na Índia os transexuais são sagrados?

Então, realmente eles são sagrados. Mais conhecidos como “Hijra” são considerados pessoas que foram tocadas pelos deuses e sinônimo de boa sorte. Por isso, eles são muito convidados para casamentos, nascimentos ou em qualquer outra festa para que levem as pessoas benção e sorte.

Hijras são pessoas transgêneros e intersexuais MtF (Male to Female, “de Homem para Mulher”, em português) da Índia, do Paquistão e de Bangladesh, ainda praticamente desconhecidas no Ocidente.

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Comunidade

Dois exemplos que talvez possamos entender o significado do transexualismo na Índia, são: Kanta e Sudha. Seus rostos são angulares e seus corpos atléticos, levando nos a crer que são realmente duas hijras lindamente enfeitadas com colares, brincos e trajes coloridos. A comunidade também reza para outros deuses que possuem as características femininas e masculinas consecutivamente na mitologia hindu. O mais conhecido deles é o senhor Shiva, cujo avatar é metade homem e metade mulher.

Estrutura social

Na verdade eles podem nascer eunucos, que são os que normalmente foram rejeitados por suas famílias e entregues à comunidade hijra. Há aqueles também que nasceram homens, mas no fundo se sentiam como uma mulher dentro do corpo de um homem. Essas pessoas podem sofrer de castração e, em seguida, se juntam a comunidade “hijras” ou podem preferir por manter seus próprios órgãos sexuais, mas sem perder suas atitudes e comportamentos femininos.

Para os hijras, devido ao preconceito por parte de alguns, fica muito mais difícil atingir altos níveis na sociedade e, portanto, pode ser extremamente difícil obter uma boa educação ou até mesmo um bom emprego público respeitável, normalmente seus serviços são braçais, chegando até a prostituirem para poder conseguir uma renda para seu sustento.

Reconhecimento

A Comunidade foi oficialmente reconhecida pelo governo, para que eles pudessem ter os mesmos direitos que qualquer outro cidadão. A Suprema Corte da Índia, em abril 2014 decidiu a favor da criação de uma categoria “terceiro gênero” para que as pessoas pudessem se identificar.

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