Curiosidades e segredos sobre a igreja católica que você não sabia

Curiosidades sobre a igreja católica que você não sabia

A Igreja Católica tem sido abalada por escândalos e segredos que a humanidade desconhece. Ao longo do século 20 e 21, muitos segredos vieram à tona, mesmo a Igreja tentando esconde-los.

Nessa lista você encontrará mais de 5 segredos ocultos referente a Igreja Católica que muitos desconhecem.

1. O exorcismo

Segundo a Igreja, os demônios andam rodeando os mortais e incorporando em pessoas inocentes, pois bem, existem registros de que o Papa João Paulo II realizou pelo menos três exorcismos durante sua passagem pelo Vaticano.

Conforme o padre Gabriele Amorth, o mesmo informa que expulsa pelo menos 300 demônios por ano. O Papa Bento XVI chegou a aumentar o número de exorcistas pela Igreja devido aos muitos casos que apareceram em decorrência do tempo. Para o padre diferenciar uma possessão de uma doença é somente mostrar um crucifixo e água benta para ele – os possessos não suportam ver os objetos sagrados.

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2. Vaticano x dívida?

Muitos logo imaginam que para manter o Vaticano os gastos são enormes, imaginem os gastos com todas as Igrejas Católicas do mundo inteiro, todo o clero, as bibliotecas, escolas e hospitais mantidos pela organização.

As doações apenas pelo dízimo não são suficientes para a manutenção dessas estruturas, pois são gastos centenas de milhões de dólares por ano. Os católicos pagam cerca de 100 milhões de dólares, anualmente, diretamente para o Vaticano, em forma de doação.

Roma consegue gerar rendas extras através do turismo, uma vez que é a cidade onde se localizada o Vaticano, com vendas de livros, selos, dentre diversos outros produtos religiosos encontrados em lojas de souvenir, porém ainda não é o suficiente para a manutenção de todas as estruturas católicas.

Devido à baixa do dólar e a queda nas vendas e assinaturas do jornal oficial da Igreja (L’Osservatore Romano) o Vaticano chegou ao vermelho, com uma dívida de cerca de 13,5 milhões de dólares em 2007.

3. Os Órfãos de Duplessis

Nas décadas de 1930 e 1940, a cidade de Quebec no Canadá foi marcada por atos de corrupção sem precedentes e de repressão, devido a uma revolução conservadora mais conhecida como a Grande Escuridão, liderados pelo Premier Maurice Duplessis, muitos desses atos envolviam a Igreja Católica.

Em 1940, o governo Duplessis, junto com a Igreja Católica começaram a diagnosticar crianças órfãs com problemas mentais, sendo que eram crianças saudáveis. Devido a esse resultado forjado pelos mesmos, milhares de crianças órfãs foram enviadas para instituições psiquiátricas da igreja para que a Igreja pudesse receber subsídio do governo para o tratamento dessas crianças.

O interesse era tão grande que muitos orfanatos foram convertidos em manicômios para crianças e mais de 20 mil foram diagnosticadas erroneamente e presas em manicômios para que a Igreja Católica pudesse ganhar mais dinheiro com os subsídios. Segundo informações, muitos desses não eram órfãos, eram apenas filhos de mães solteiras que foram levados à força para a custódia da Igreja, de não admitiam crianças fora do casamento.

As crianças que passaram por esse manicômio eram submetidas a uma vida de pesadelo, que incluía os abusos sexuais, testes de drogas e outras experiências médicas, terapia de eletrochoque e lobotomias forçadas.

Na década de 1990, cerca de 3.000 sobreviventes do escândalo dos Órfãos de Duplessis revelaram os acontecimentos da época, porém o Governo fez um acordo monetário com as vítimas e a Igreja Católica manteve-se em silêncio para abafar o escândalo.

4. Tráfico infantil das Crianças Britânicas

Nos séculos 19 e 20, houve um grande esquema de tráfico infantil, cerca de 150.000 crianças britânicas foram enviadas para a Nova Zelândia, Canadá, Rodésia e Austrália que tinham como objetivo a criação de colônias de caucasianos (brancos).

Foram enviadas cerca de 1.000 crianças britânicas e 310 crianças maltesas pela Igreja Católica para as escolas católicas na Austrália, onde muitas dessas foram forçadas a trabalho escravo principalmente no ramo da construção. Além disso, essas crianças eram brutalmente espancadas, estuprados, passavam fome e eram alimentadas como animais, com restos e no chão. Décadas mais tarde, em 2001, a Igreja Católica na Austrália confirmou os crimes cometidos e apenas emitiu um pedido de desculpas confirmando a sua parcela de culpa sobre os atos cometidos.

5. Igreja e máfia

Na manhã do dia 29 de setembro de 1978, o Papa João Paulo I foi encontrado morto em sua cama, apenas 33 dias após assumir o papado. Um ataque cardíaco foi apontado como a causa oficial da morte, mas não houve autópsia. Parece estranho? Após um escândalo que expôs a ligação da máfia italiana com o Banco do Vaticano, foi levantada a hipótese de que o presidente do banco, o padre Paul Marcinkus, poderia estar envolvido na morte de João Paulo I. Sem perder tempo, Marcinkus fugiu para os Estados Unidos, pediu imunidade diplomática e ficou por lá. O mais inquietante é que mesmo com a sua conexão com a Máfia, com a possível morte do Papa e após ter causado um rombo no Banco do Vaticano, ele nunca foi indiciado. Sua frase mais conhecida? “A Igreja não funciona apenas de ‘Ave Marias’”.

6. O roubo de crianças na Espanha

Na década de 1930, o regime fascista de Francisco Franco procurou purificar Espanha através do roubo de bebês de pais “indesejáveis”. O regime dizia que os bebês deveriam ser criados em um ambiente “politicamente aceitável”. O regime inicialmente direcionou às crianças de esquerdistas, mas atingiu também mães solteiras. Aproximadamente 300 mil bebês acabaram roubados de seus pais.

O esquema de roubo de bebês foi realizado com a grande colaboração da Igreja Católica da Espanha. Depois de Franco subir ao poder, ele se declarou o defensor da Espanha católica. Assim, a Igreja controlava a maior parte dos serviços sociais na Espanha. Isso permitiu que milhares de crianças fossem roubadas de seus pais por médicos católicos, padres e freiras.

Em muitos casos, os enfermeiros em hospitais católicos levavam os bebês recém-nascidos de sua mãe para serem examinados. A enfermeira, então, voltava com um bebê morto mantidos no gelo com o propósito de convencer a mãe que o bebê tinha morrido. Depois que os bebês eram roubados de suas mães, eram vendidos em um mercado negro de adoções.

Depois da morte de Franco, em 1975, a Igreja manteve seu controle nos serviços sociais na Espanha e continuou o esquema. Os sequestros de crianças só diminuíram no fim de 1987, quando o governo espanhol começou endurecer os critérios de adoção. Estima-se que cerca de 15 por cento das adoções na Espanha entre 1960 e 1989, faziam parte do esquema de sequestro.

7. Lavagem de dinheiro Nazista no Banco do Vaticano

Em 1947, um agente do Tesouro dos EUA chamado Emerson Bigelow escreveu um relatório altamente confidencial, que alegou que a Igreja Católica tinha contrabandeado ouro nazista através do banco do Vaticano. O próprio relatório foi “perdido”, mas uma carta escrita por Bigelow explicou que ele continha informações de uma fonte confiável revelando que a Croácia tinha contrabandeado cerca de 350 milhões de francos suíços em ouro para fora do país no final da guerra.

De acordo com Bigelow, aproximadamente 200 milhões de francos ficaram no Banco do Vaticano sob custódia. Um porta-voz do banco do Vaticano negou as alegações, mas a Igreja Católica permanece envolvida em ações judiciais sobre a sua suposta lavagem de ouro nazista. Em 2000, uma ação coletiva foi movida por cerca de 2.000 sobreviventes do Holocausto e familiares que buscavam a restituição do Vaticano até US$ 200 milhões, utilizando os dados de Bigelow e outros documentos recentemente liberados por agências de espionagem que alegam que o Vaticano tinha ouro confiscado dos judeus no regime Nazista. A ação está parada na justiça dos EUA até hoje.

8. Os pecados (quase) imperdoáveis

Padres e bispos podem absolver assassinos e até genocidas, caso eles se confessem, mas existem cinco ações quase imperdoáveis e, destas, três só podem ser cometidas por membros do clero: quebrar o segredo de confissão, participar diretamente de um aborto ou ter relações sexuais e depois oferecer absolvição ao seu parceiro. Os outros dois pecados, que podem ser cometidos por qualquer pessoa, são profanar a eucaristia (quando católicos repartem pão e vinho, representando o corpo e o sangue de Jesus) e tentar assassinar o Papa.

Após realizar qualquer uma dessas ações, a pessoa é automaticamente excomungada da Igreja e só poderá ser absolvida por um tribunal do catolicismo, conhecido como Penitenciária Apostólica. Essa organização formada por cardeais existe há mais de 800 anos, mas foi só em 2009 que ela deixou de ser secreta e parte de suas atividades foram reveladas ao público. Usando o poder investido a ela pelo Papa, a Penitenciária decide se irá readmitir o “réu” no catolicismo e qual será sua penitência – que, suspeitamos, é mais do que algumas “Ave Marias”.

9. Os manicômios de Maria Madalena

Muitas mulheres foram presas pela Igreja Católica suspeitas de prostituição ou “promiscuidade”. Elas eram aprisionadas em manicômios sob o comando da Igreja conhecida como Manicômios de Maria Madalena, muitas delas foram enviadas por suas próprias famílias. No início essas mulheres recebiam seu devido “tratamento” conforme seu comportamento pecaminoso ou por suas promiscuidades.

Nos manicômios da Irlanda as mulheres eram forçadas a fazerem trabalho escravo, principalmente relacionadas a lavagem de roupas, durante sete dias por semana. É claro que a Igreja estava sendo paga pelo trabalho das mulheres. Essas lavanderias geravam um grande lucro para a igreja local. Elas também eram espancadas, má alimentadas e sofriam abuso sexual. Estima-se que mais de 30.000 mulheres foram presas nessas instituições.

Os manicômios foram operados na Irlanda do final do século 18 ao final do século 20. Eles só se tornaram uma questão de debate público em 1993, quando 155 corpos foram descobertos em uma vala comum no norte de Dublin. As autoridades que administravam o manicômio haviam enterrado as mulheres em segredo, sem dizer a suas famílias ou mesmo das autoridades que eles tinham morrido.

Em 2013, as autoridades irlandesas concordaram em pagar, 45.000 mil dólares como indenização para cada sobrevivente após o Comitê contra a Tortura das Nações Unidas pedissem ao governo para tomar uma atitude.

10. Papa tecnológico

Acha o clero arcaico em pleno século XXI? Caso você não saiba, o Papa Bento XVI envia, constantemente, resumos de seus sermões via SMS para o celular de milhares de fiéis ao redor do mundo – para receber as mensagens, basta se inscrever no serviço mobile do Vaticano. Além disso, a Igreja tem um canal oficial no YouTube para transmitir cerimônias papais e um aplicativo para iPhone que distribui o conteúdo do Breviário, famoso livro de orações. E a ligação do Papa com a tecnologia não para por aí: como ele se comprometeu a combater o aquecimento global, foram instalados painéis solares sobre o auditório “Papa Paulo VI”.

FONTES: e-HOW / FATOS DESCONHECIDOS
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